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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quando a Dor Domina a Alma



Há dias em que preferimos nos enclausurar dentro de nós mesmos pra tentar entender o motivo de sentirmos uma tristeza tão profunda... vasculhamos todas as arestas do coração e o que encontramos? Mágoas, ressentimentos, fatos que deveriam ser esquecidos e insistimos em lembrar... Podem passar anos, festas e continuamos a pensar que nada vai mudar não importa qual caminho escolha e nem quantas vezes tente; sabemos, estamos errados, mas a "droga" do coração não obedece às ordens de ser feliz! A quem recorrer nestas horas escuras e melancólicas? Eu tenho recorrido à caneta e papel! Não sei se algumas pessoas sentem prazer em ficarem tristes, mas sei que o meu coração é teimoso pra isso! E hoje, deixarei aqui uma poesia... porque não tenho mais qualquer palavra que represente melhor, para mim, como são estes dias...




Quando a Dor Domina a Alma




Observando meu abismo infinito, percebo a escuridão que me assola.
A madrugada é meu dia, a noite minha amada.
Vivo suspirando pela morte: a vida mal assombrada,
Na qual encontro os braços da dor que me consola...


Anseio por sua chegada tão repentina.
Tal sentimento percorre minhas veias com ardor,
Aniquilando, em mim, o desejo de ter amor
Desde quando frágil menina.


Se, hoje, o rancor possui meu coração
É por ter visto um espaço apenas seu.
Ser livre, feliz, querida outrora quis eu;
Todavia, notei como tudo é ilusão...


Minh'alma e meu sorriso foram soterrados pelo sofrimento,
Assim como meu amor encarcerado.
Pelo brilho da vida meu espírito tem clamado,
Mas não sou digno de existir, não mereço esse momento.



M. F. Gomes

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


Boa Noite! No percurso da vida, há tantos momentos de decisões... e indecisões! Mas, acredito que o mais esperado é esse: Dádiva ou Dúvida? Dádiva de amar... ou permanecer na Dúvida de quem é a pessoa certa, e se é? Particularmente, fazer essa escolha sempre foi muito difícil para mim, portanto, até hoje permaneço na dúvida rsrs Mas ter dúvida não é bom, causa medo e o medo é uma barreira que impede nossos olhos de enxergarem as coisas belas e os momentos oportunos da vida... Bem, que todos os leitores não façam como eu, mas decidam a Dádiva de serem felizes! Feliz Ano Novo a todos... até a próxima semana.


Portal de Emoções


Desde o início temos medo de abrir as portas da emoção. Possuimos a chave-mestra nas mãos, no entanto, só a queremos entregar ao único - ou à única - de nossas vidas. Pois, uma vez entregue, já não haverá mais fechaduras nas portas.

É tão difícil permitir-se vivenciar o mais belo perfeito sentimento? É complicado assim? Usamos o tempo - ou a ausência dele - como desculpa para fugir da complexa decisão que mudará nossos destinos dali pra frente. Quebrar a rotina é inevitável; mudar os hábitos, comportamentos e, até mesmo, o raciocínio, também ocorre. Estamos preparados para isso? Na maioria das vezes, não!

Como, então, lidar com essa nova tarefa atribuída a nós? Nós, que nunca experimentamos o sabor de ser a metade faltante; nós, que tememos o fim amargo da suposta doçura denominada "amor"; nós, que nos julgávamos incapazes de retribuir um gesto sincero sem pedir algo em troca; nós, que jamais seríamos os eleitos ao romance recíproco de uma história.

Contudo, acontece conosco. E, quando acontece, tornamo-nos apavorados diante da imensidão deste sentimento e da proporção com a qual se manifesta, tomando nossos corações aos poucos, cada vez mais intensamente. Não sabemos como agir: se rimos à toa, se choramos como bobos! Ao mesmo tempo em que somos felizes, sentimo-nos tristes e amedrontados por, talvez, não mais sermos os mesmos d'outrora: fiéis amantes da solidão.

Assim ele vem: como luz destruindo a escuridão de nossas vidas; como sal para dar sabor às nossas almas insípidas; como chuva que faz brotar uma rosa em nossos corações estéreis; como si mesmo: o maior de todos os dons - Amor -, o qual derriba paredes de antigos traumas, supera todo e qualquer entendimento e, no peito, faz morada eterna.

Não há receita ou manual para entendê-lo ou aprender a senti-lo, pois vem sem aviso prévio... mas bate às portas pedindo para entrar. Inexistem motivos para termos receio de abrir este "Portal de Emoções", mas temos. Tememos o sofrimento, a perda repentina e a dor que isso pode nos causar. Dor, esta, semelhante um cruel abismo, escura, profuda e infinda...

O que fazer? Arriscar à felicidade ou permanecer inerte, insensível, indiferente? Ceder ao comodismo ou crescer a qualquer preço? Nunca sabemos responder a nós mesmos. Entretanto, o tempo nos obriga a optar por um caminho... Qual escolheremos?


M. F. Gomes


*escrito em 12 de agosto de 2009.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mar de Letras


Olá, queridos e queridas. Segunda-Feira é o dia típico da Preguiça! Imaginem quanto tempo fiquei pensando no que postar... ... ...! Enfim, depois de tanto pensar, recorri ao meu "Baú de Ideias" e encontrei um pequeno texto que escrevi há quase 1 ano. Ele representa, creio, as primeiras sensações de uma doida que escolheu cursar Letras porque gosta de escrever poemas e contos! Rs Bobinha...! Sequer imaginava que vai muito, muito, muito mesmo além disso! Bem, sem mais delongas deixo essa mensagem e meu abraço a todos.






"Mar de Letras



Começando a escrever me perco num mar de letras que só conheço no silêncio da madrugada, na solidão profunda que meu quarto propicia. Com o auxílio da música e a melancolia destilada em cada nota de sua melodia, desfruto destes longos, tranqüilos e tão intensos minutos que impedem meus olhos de fecharem-se mediante a tanta beleza noturna.

Meu barco é forte e segue adiante sem temor porque neste mar... Ah, neste mar flui amor! Puro, sem malícia... Apenas, delícia! Só nele posso mergulhar sem medo e o mais profundo que conseguir; só nele encontro a paz na calmaria das águas que almejo todos os dias. Pois é lá que despejo as mágoas, as dores, as tristezas e as frustrações de uma jornada passada, mas que ainda é viva, nítida em mim.

Possuir a chave – minha caneta – e a fechadura – meu papel – nas mãos é complexo: não se sabe bem o que virá quando tiver que abrir a porta p’ra sair da madrugada! E, talvez, nunca mais queira voltar para o “dia-a-dia sem sol” que é a vida real... Se aquele mar levasse embora as impurezas do meu coração p’ra sempre...! Pena que elas vão... e voltam, como as suas ondas.

E os sonhos?! Estão todos lá: do outro lado da porta esperando ela abrir-se e libertá-los! Estão inquietos, desesperados e aguçados para marcarem a história de uma menina estranha por natureza; menina que, tantas vezes, tentou abrir a porta, no entanto, ora a caneta estava errada, ora o papel era impróprio! Até que ela percebeu quanto tempo havia perdido com canetas bonitas e sem valor, com papéis sofisticados e nada resistentes a uma dura história de vida.

E se, um dia, ela descobrisse que todos aqueles princípios impostos na infância fossem apenas paradigmas sórdidos? Causando, no decorrer de sua vida, o abandono dos primeiros sonhos e as escolhas feitas não por querer, mas por acreditar naqueles tabus? Seria um impacto e tanto! Caminhar sobre as linhas do Livro da Vida, à procura da Sabedoria divina decorando cada letra das estrofes proferidas pelo maior Sábio de todos os tempos: Jesus, é superior a todos os demais objetivos que ela poderia ter. Beber do cálice da alegria do saber torna-la-ia completa e satisfeita, verdadeiramente.

Talvez seus sonhos estejam aprisionados porque o coração dela chora por medo de ferir-se, novamente; talvez o mar não leve suas mágoas embora porque ela as chama de volta, sempre; talvez esse mundo que ela usa para afastar-se dos problemas tenha sido criado por suas mãos, e esse mar seja constituído de lágrimas, as quais nunca secarão e nem permitirão que a porta se abra para tirar seus sonhos do cativeiro da ilusão.



M. F. Gomes