Mostrando postagens com marcador Joana Masen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Joana Masen. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Adeus, Ano Velho!



Na sala:
- como se joga 21?
- cada jogador pega duas cartas e soma seus valores, a finalidade é alcançar 21 pontos no total da soma, se faltar você compra mais cartas...
- mas e as figuras, valem quanto?
- valem 10 pontos cada.
- não, valem 11, 12 e 13 pontos, se não, porque teria a carta 10?
- ah não, minha vida toda eu joguei 21 com as figuras valendo 10 pontos...
- mas no 21 profissional é diferente, elas valem 11, 12 e 13...
Na cozinha:
- porque o pudim ficou assim?
- porque eu desenformei quente.
- tem presunto? Tô com fome...
- fecha essa geladeira para não esquentar os refrigerantes!
Na sala:
- hoje em dia não existe mais baralho virgem, porque todos são usados primeiro nos cassinos, depois vem para o consumidor...
Na cozinha:
- o banheiro tá ocupado, eu preciso tomar banho.
- usa o banheiro lá da frente, só que lá não tem luz...
- ah não, lá tem barata e eu tenho muito medo.
- outra noite eu fui lá, mas acendi todas as luzes da casa e fiquei com os pés pra cima...
- kkkkkkkkkkkkkkk
Lá fora:
- quando eu era criança lá no Paraná a gente cortava a cabaça e deixava no quintal, ai os ratos entravam na cabaça e a gente pegava a cabaça e chacoalhava até eles ficarem tontos, pra amansar os bicinhos... ai a gente pegava os ratinhos e brincava o dia inteiro com eles, até o dia que eles acostumaram e não ficaram mais tontos, e a gente foi brincar com eles e um deles mordeu o dedo da minha irmã e a gente teve que sair correndo para minha mãe matar o ratinho e tirar do dedo dela...
No banheiro:
- Mãe!!!!!!!!!!! Cadê minha bermuda nova???????? E a minha toalha????!!!!!!!!????????
- não sei, usa essa mesmo, tá bom!!!!!!
Lá fora:
- ...mas a culpa era do papai, olha só o que ele fazia: ele falou que quem aprendesse a andar de bicicleta ia ganhar uma. Ai tinha um peão do papai que chamava Tatão e tinha uma bicicleta, ele deixava ela lá no paiol. Eu tinha que limpar a casa, lavar a roupa e fazer a comida, fiz tudo rapidinho e peguei aquela bicicleta do Tatão e subi o morro empurrando ela. Cheguei lá em cima, montei na bicicleta e desci o morro muito rápido, achando que já tava boa pra guiar a bicicleta, ai eu subi de novo e desci o morro mais rápido ainda, chegando lá embaixo eu perdi o controle e dei bem no meio do tanque. A bicicleta voou longe. Quando eu consegui levantar sentindo muita muita muita dor na perna, eu vi que a roda da bicicleta tinha virado um oito, devolvi ela no paiol e corri pra debaixo da casa. Quando o Tatão chegou e viu a bicicleta daquele jeito ele começou a chorar... e o papai gritava: - cadê Marlene??? E quanto mais ele me procurava, mais o Tatão chorava e mais eu ria...
Na sala:
“I don´t care if monday´s blue
Tuesday´s grey and Wednesday too
Thursday I don´t care about you
It´s Friday I´m in love…”
Na cozinha:
- gente, falta meia-hora, vamos arrumar a mesa!
Lá fora:
- meu pai uma vez matou uma porca com uma porretada; ele viu a porca comendo um pintinho e deu uma paulada no focinho da porca, ela foi tremendo assim... até morrer...
- coitada!
- é, mas a gente era muito ignorante. Uma vez, uma vaca nossa morreu de sede...
No banheiro:
- Amor!!!!!!!! Posso pegar qualquer toalha?????????
- Não!!!!!!!!! Eu pego uma pra você no armário!!!!!!!!!!
Na sala:
- gente, faltam 20 minutos! Acorda a Amanda lá!!!!!!!!!
Na cozinha:
- pô mãe... eu esqueci minha escova de dentes no trabalho...
- não tem problema filho, tem uma que era da vó aí, pode usar essa mesmo...
- kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Na sala:
- gente, a lua lá fora tá maravilhosa!
- faltam 5 minutos!
No quarto:
- Amanda, já estão na contagem regressiva, levanta!
Na sala:
- Ju, sai do banheiro!!!!!!!!!!
Lá fora:
- 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1!!!!!!!!!!!!!!!!



PS1: qualquer semelhança com a vida real (não) será mera coincidência, rsss.

PS2: como não poderia deixar de ser, vai minha dica musical: vi um vídeo ontem e achei incrível, muito criativo. A música se chama “My drive thru”, com Julian Casablancas (The Strokes) e Pharrel. Para quem se interessar em vê-lo clique aqui

PS3: Feliz 2010 a todos!!!!!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano Novo e Música Boa!















Mais uma quinta-feira e desta vez, véspera de ano novo. Pessoas comemoram com seus familiares, alguns viajam, cada um dentro de suas realidades e posses. Alguns fazem os costumeiros “rituais” de fim de ano, pular sete ondas, comer lentilha, comer caroço de romã e por aí se vai. O importante acima de tudo é estar vibrando positivamente, para atrair coisas boas pro ano que se inicia nesta meia noite. 2010, o que esperar dele? O quê se espera de todos os anos: paz, saúde, prosperidade. E é isso que eu desejo a todos vocês que nos acompanham em nossos posts diários aqui nos Letreiros. Queria deixar aqui meus votos de feliz ano novo também às minhas colegas de trabalho: Cris, Carol, Joana e Mayra. E que nesse novo ano arrebanhemos mais Letreiros para essa trupe de loucos, mas, que amam o que fazem, escrever! Feliz ano novo a todos!

Comemorações a parte, para não perder o costume, queria deixar aqui uma dica musical. Mais uma vez “youtubando” assisti o vídeo de uma moça, que há muito não me recordava dela, ela se chama Vanessa Mae ( nome artístico de Chen Mei Vanakom), uma violinista meio chinesa, meio tailandesa, que teve sua criação em Londres no Reino Unido. Mae, toca piano desde os três anos de idade e violino ( que é sua marca), desde os cinco. Desde criança ela fazia varias aparições em shows na tv britânica. Na adolescência ela já mudou radicalmente seu visual e começou a flertar com a música pop, o que a tornou ainda mais famosa. A crítica erudita e elitista sempre criticou Vanesa, afirmando que ela é uma musicista mediana e que se utilizou de seu “sex appeal” para ganhar fama e vender discos.

Eu a acho simplesmente fantástica e a redescobri por acaso ( para minha sorte). Estava assistindo um vídeo onde um rapaz tocava: Tocatta e Fuga em ré menor, de Bach, em um órgão de tubo dentro de uma igreja. E nos vídeos relacionados não é que estava lá a Vanessa Mae tocando isso no violino com a filarmônica de Berlim! Imaginava impossível alguém tocar essa peça no violino, pela rapidez de certos trechos. Bom, fica a dica pra vocês e abaixo seguem os links.

Mais uma vez, Feliz 2010 para todos! Obrigado!

Vinicius Fuscaldy



fonte foto : Chinadaily


Vídeos:

Vanessa-Mae plays Toccata & Fugue


Toccata & Fugue in d minor (BACH, J.S.)







sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal: Amigo secreto e Coca-Cola





Todos os anos, quando se aproxima a época do Natal, se inicia a febre do “amigo secreto” em todos os lugares: família, empresa, escola, amigos... Ninguém está livre, e aqueles que se recusam a participar em geral são chamados de chatos e anti-sociais. Bem, eu como qualquer mortal não consigo ficar de fora da brincadeira, e acho até divertida. Todo mundo se confraternizando e tal, trocando presentes, trocando elogios (tá, nem sempre sinceros, mas q daí?) e aquele clima de festa que todos nós adoramos. E quem nunca se deu mal numa brincadeira dessas que atire a primeira pedra. Eu mesmo, já passei por situações embaraçosas e já presenciei outras tantas com outras pessoas. Já ganhei presentes adoráveis e outros nem tanto. Uma pessoa muito querida minha participou da brincadeira esse ano e não recebeu presente nenhum, simplesmente por que o amigo não comprou nada, e isso é uma baita falta de consideração. Na revelação do amigo da família esse ano houve um momento muito engraçado: uma pessoa deu o presente e se esqueceu de tirar a etiqueta com o preço, e o povo não perdoou, caiu em cima e fez aquela bagunça, principalmente porque o presente tinha sido muito barato, acho que o mais barato de todos. Enfim, a noite de Natal para mim tem que ter o amigo secreto, se não, não está completa. Este ano estou inovando e pela primeira vez participo de um amigo secreto virtual, o “Amigo Poético” que rola no Blog de 7 cabeças. Vamos ver o que rola.

Outra coisa importante pra mim no Natal são os comerciais de televisão. A cada ano os publicitários buscam inovar e se superar para chamar a atenção dos consumidores para determinado produto. Alguns ficam realmente muito bons e acabam encantando quem os vê. Na minha infância uma das coisas mais aguardadas dessa época eram os comerciais da Coca-Cola, com seus caminhões iluminados e os ursos polares que só existiam em nossa imaginação, já que no Brasil o Natal acontece em pleno verão, e todas as crianças ficam vendo aquelas imagens do inverno nos países “do lado de cima do Equador” com muita neve e muito frio. Por conta do capitalismo, acabou-se convencionando que o Natal tem a ver com neve, e isso para nós brasileiros é impraticável. Ontem a noite minha sobrinha de 3 anos perguntou para minha mãe: “- Natal é neve, né vovó?”

Voltando aos comerciais, os da Coca-Cola para mim são inesquecíveis, são uma parte de meu Natal. Por isso, coloco aqui o link para um dos meus preferidos, para que todos possam se contagiar pela magia do Natal.

Também vi um comercial muito bonitinho, que não tem nada a ver com a Coca, mas que também traz esse espírito de renovação que vem com essa época do ano, aquela sensação de que no ano que vem tudo será melhor e poderemos realizar todos os sonhos. Isso sem falar da música, perfeita. Assista aqui

No Youtube encontrei um vídeo sobre aquela história de que a Coca-Cola inventou o Papai Noel, e a explicação é totalmente aceitável, Aqui.

Na verdade eu não queria cair no lugar comum e escrever sobre o Natal, mas acabei cedendo e me deixando levar pelo clima. Afinal, nesse dia, o que mais eu poderia escrever?

Para finalizar, meus votos de felicidade e prosperidade à todos! É isso.



PS1: Xuxa, Simone, Roberto Carlos... quem agüenta? (acho que não tem mais trema,ou tem?)

PS2: dia 25 de dezembro, um dos dias mais inúteis do ano... nada pra fazer... comida de ontem... preguiça...





O livro da autora inglesa Betty Bib nos apresenta o mundo encantado das fadas que trabalham na preparação da festa de Natal. Traz receitas, dicas para fazer enfeites e jogos interativos.

O Livro das Fadas de Natal - Um Belo Passeio Pela Época Mais Festiva do Ano
Autor: Betty Bib
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2006




foto: www.chewing.com.br/

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sobre coisas do amor...

Hello everybody! Como a Carol não pode postar nada hoje, ela me pediu para cobrir seu dia, e eu, como boa amiga que sou, estou aqui. Carol, não se preocupe, vou tentar representá-la bem. E para isso vou comentar sobre um tema já muito batido (e como!): o amor, mas de uma maneira diferente. Para começar o assunto segue um poema maravilhoso de Fernando Pessoa:


Todas as cartas de amor...Fernando Pessoa
(Poesias de Álvaro de Campos)

"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)"

 
Aproveitando essas palavras devo dizer que não só as cartas de amor são ridículas, como as músicas de amor também o são. Ih, lá vem o papo de música de novo! É que não tem jeito, tive que fazer um paralelo entre cartas e músicas e poesia... Voltando às músicas românticas, admito que elas têm um quê de ridículas sim, mas isso não quer dizer que não sejam boas, pelo contrário, são ótimas, talvez as melhores. Adoro música romântica, principalmente as dos anos 80 (que também são, em sua maioria, bregas). Elas têm muita qualidade em melodia, já em letra algumas delas deixam a desejar, e se você, por curiosidade for traduzir os maiores hits estrangeiros dessa época para o Português, vai notar que as letras algumas vezes não têm nada a ver, não têm coesão e não fazem o menor sentido. Concluí, já faz algum tempo, que mesmo os roqueiros são românticos, e suas músicas também. Que digam os Titãs, que ultimamente têm feito muita música boa, e melosa. Também queria comentar sobre a música "Space Dementia", do Muse. O Muse é uma banda de rock inglesa que eu descobri há uns dois anos e simplesmente fiquei viciada no som dos caras. Tem uma guitarra forte e letras muito pessoais. Nessa música em especial, destaco o verso: “You make me sick because I adore you so”. Não é muito romântico? Ou suicida? E um não está ligado ao outro? Quem mais, se não uma pessoa apaixonada, para dizer que fica doente porque adora demais a outra pessoa? Para quem quiser conhecer a banda clique aqui . E para quem quiser conhecer mais do maravilhoso poeta Fernando Pessoa clique aqui . Eu poderia ficar aqui comentando sobre poesia e sobre música, sobre o Muse ou sobre os Titãs por horas e horas a fio, por que adoro tudo isso. Eu gosto de música romântica sim, mas prefiro rock, e queria muito mesmo falar mais sobre o Muse, principalmente hoje, no dia do post da Carol, já que ela também curte o som deles, e renderia muito assunto, mas vou me conter e termninar por aqui, pedindo que vocês façam uma comparação entre alguma poesia que vocês já tenham lido e alguma música que você achem que tem um "perfil" romântico e depois me digam se não tem tudo a ver. É isso.

PS1: O Muse tem muita música boa, mas acabou ficando mais conhecido aqui no Brasil pela música que foi tema do filme "Crepúsculo" (assunto para um novo post), "Supermassive Black Holes".

PS2: Carol, espero ter correspondido às expectativas. Obrigada pelo convite.

PS3: não gosto muito de puxar a sardinha para meu lado mas... Visitem meu blog: Milonga. Valeu pessoal!


(Capa do disco: Black Holes & Revelations, do Muse, lançado em 2006)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Qualquer coisa sobre alguma coisa



Ufa! Hoje é meu dia, enfim. Estava ansiosa por começar e em dúvida sobre o que escrever. Acabei misturando dois temas de que gosto muito: Língua Portuguesa e Música Brasileira. Nas minhas andanças pela internet descobri uma figura de linguagem que eu ainda não conhecia: Paranomásia. O nome é complicado, e foi exatamente isso que me deixou curiosa: para que, afinal de contas, serve essa tal de paranomásia? O nome é complicado mas a explicação é simples. Segundo o Wikipédia: “Paranomásia consiste no emprego de palavras parônimas (com sonoridade semelhante) numa mesma frase, fenômeno que é conhecido popularmente como trocadilho.” Ta, isso é tudo muito bonito de se ler, mas eu queria mesmo era um exemplo prático, e quando digo exemplo prático, quero dizer algo concreto, conhecido, realmente utilizado por alguém, e não esses exemplos toscos de frases de pré-escola. E no próprio Wikipédia tinha uma explicação totalmente aceitável: não é que uma das minhas músicas preferidas do Caetano Veloso possui essa figura de linguagem? O nome da música é “Qualquer coisa” e a parte a que eu me refiro é esta:

“berro pelo aterro pelo desterro
berro por seu berro pelo seu erro
quero que você ganhe que você me apanhe
sou o seu bezerro gritando mamãe.”



Eu sempre gostei de música, e acho que todos os professores deveriam utilizar música em sala de aula como uma ferramenta estimulante e enriquecedora, e agora com a faculdade, tenho me sentido mais à vontade para analisar as letras das músicas que eu gosto, coisa que eu já fazia desde pequena, mesmo sem saber muito bem o que estava fazendo. E essa música do Caetano é um exemplo disso, ela faz exatamente o estilo de música que eu gosto de analisar, não a melodia em si, por que disso eu entendo muito pouco ou quase nada, e deixo as análises para o Vini, que tem o dom para a música. Eu gosto mesmo é das letras, das rimas, do jogo de palavras que ele faz. Isso só para falar de Caetano, por que eu poderia começar a falar do Arnaldo Antunes e este post não terminaria nunca. Mas vou deixar o Arnaldo para uma próxima oportunidade. O que eu realmente queria comentar é como a nossa língua é rica, e como podemos ela pode ser utilizada de forma infinita. Para mim que gosto de brincar com as palavras essa figura de linguagem caiu como uma luva. Vou estudar mais sobre ela e descobrir mais exemplos musicais interessantes, talvez um dia eu volte a comentar sobre o assunto.

PS1: tem coisa nova no meu blog: Milonga , com um pequeno toque do nosso mestre Prof. Dr. Pedro Marques, sabiamente citado no post da Cris.

PS2: Aguardemos para a próxima segunda-feira a estréia da nossa amiga Mayra.

PS3: O álbum “Qualquer Coisa” de Caetano Veloso foi lançado em 1975. E para mais informações sobre figuras de linguagem acesse Wikipedia aqui


Joana Masen